O casamento é uma forma de institucionalizar a presença de alguém. É tornar orgânico aquele que não tem o seu sangue. Os nomes se unem e o simbolismo das alianças não faz você se sentir dono de alguém, mas sentir-se como parte de um mesmo plano, um mesmo acordo feito através de um sentimento chamado amor. Parece anacrônico na linguagem dos intelectuais, ultrapassado na linguagem dos moderninhos, idiotice na linguagem dos céticos. Mas o casamento na sua teoria é uma idéia bonita. Talvez se alianças não servissem somente para cônjuges, e pudessem ser colocadas no dedo daquelas pessoas que são essenciais nos meus dias, que possuem os sorrisos mais lindos que eu poderia ver, as palavras mais acolhedoras que eu poderia ouvir, eu botaria uma aliança no dedo das minhas mulheres. As mulheres que eu quero sempre na minha vida, aquelas que na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença e até que a morte nos separe, eu sempre vou amar.
Cleide
Giuliana
Lorena
Fernanda
quarta-feira, 20 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Símbolos
O homem é feito de símbolos. São eles que constituem a nossa linguagem. O cérebro reconhece palavras através da fonética, da captação de símbolos gráficos, cheiro ou som que remete a imagem do objeto. É por elas que vamos constituindo nossa memória, nos tornando racionais e construindo os nossos princípios e os nossos afetos. Dar uma simbologia as coisas é dar significado a vida. É por isso temos família, que temos amigos, que nos apaixonamos, temos um nome. Quantas são as vezes que conversamos com uma pessoa sem nem ao menos querer saber como ela se chama. Se símbolos nos tornam humanos, então porque deixamos de dar significado as coisas? Cada momento, cada lugar, cada cultura, cada amigo, cada pessoa que passa nas nossas vidas e mesmo que por algum motivo vá embora, precisa de algo que nos possa ser lido. Se perdermos a capacidade de dar um significado as coisas, perdemos a nossa humanidade. Ser humano é fazer, sentir ou ter algo que signifique pra você. É fazer a vida ter um sentido, é significar as pessoas, é procurar pelo amor, que é o algo que nos humaniza.
O símbolo da Causa Gay:

O símbolo do Greenpeace na luta pela proteção da natureza:

O símbolo da paz do Movimento Hippie:
O símbolo da Causa Gay:

O símbolo do Greenpeace na luta pela proteção da natureza:

O símbolo da paz do Movimento Hippie:
terça-feira, 28 de abril de 2009
Redenção.
Tento não ligar, jogo o celular na cama e insisto a mim mesmo que pior que ciúme é o excesso de atenção. Com essa seria a terceira vez que nos falamos num dia mesmo depois de se ver. Porque não esperar a saudade e com ela o gostinho da voz por um dia não ouvida? Parece uma teoria plausível se não fosse a minha impulsividade. O ápice do prazer é o maior sintoma de um vício que se forma. Prometo não olhar-te com os olhos abobalhados e quando me vejo já estou com cara de idiota. Seguro as mãos evitando carícias exaustivas, mas elas me escapam e vão ao encontro do teu pescoço. Negar-se ao impulso da paixão é mesmo que negar a própria essência. O amor é em si como a Gabriela de Jorge Amado. Ele nasce assim, cresce assim e vai ser sempre assim. Eu resisto. Tento matar minhas manias, mas confesso que me rendo.
terça-feira, 21 de abril de 2009
E...
E se olharam uma vez
E se olharam de novo
E se conheceram
E se abriram
E saíram
E o primeiro beijo
E o primeiro toque
E a primeira saudade
E a vontade de estar
E medo de não ser
E do talvez à certeza
E mãos nas mãos
E promessas feitas
E cumpridas
E sonhos na realidade
E realidade nos sonhos
E assim foi
E está sendo
E o tempo que recita a poesia da vida
E que pára num verso
E que descreve um beijo
E um até logo
E um eu te amo
E eu te amo
E...
E se olharam de novo
E se conheceram
E se abriram
E saíram
E o primeiro beijo
E o primeiro toque
E a primeira saudade
E a vontade de estar
E medo de não ser
E do talvez à certeza
E mãos nas mãos
E promessas feitas
E cumpridas
E sonhos na realidade
E realidade nos sonhos
E assim foi
E está sendo
E o tempo que recita a poesia da vida
E que pára num verso
E que descreve um beijo
E um até logo
E um eu te amo
E eu te amo
E...
domingo, 19 de abril de 2009
Ombros nus.
Assim como beijos, existem abraços de diversas maneiras. Já recebi abraços de pêsames, abraços amigáveis, banhados de sofrimento, vibrantes de alegria. Passei por muitos abraços falsos, por abraços apaixonados, fraternos e formais. Por abraços de conforto e aqueles que me deixaram marcas. É preciso deixar os ombros nus. Sem medo de receber o abraço de um estranho. Deixei os meus e recebi abraços que aceleraram os meus batimentos e me fizeram voltar a abraçar os sonhos, a esperança do amor, a amizade e o mundo novamente.
sábado, 18 de abril de 2009
Pisando nas estrelas.
A luz que brilha lá no fundo nem sempre é aquela que vai me iluminar. É um pouco dúbio e de pouco entendimento. Nem toda a luz que vemos é a vida, a não ser o grito da mulher parindo e o choro da criança que sai das suas entranhas. Mesmo que me seja um devaneio, quando fecho os olhos, vejo o céu que não posso alcançar. E mais a diante, depois de um comprimido que me ajuda a adormecer, sinto já estou dentro da luz das estrelas. Algumas luzes mortas cismam em entrar nos meus sonhos. As lembranças ruins que um dia foram boas, os finais tristes de filmes que começaram com as mais lindas canções. As estrelas são fantasmas que nos assombram. Por isso me agarro a luzes que estão vivas. Fecho a janela e ligo o abajur, rejeito a aurora e acordo ainda pela madrugada para beber da luz de um beijo que me fortalece em todas as manhãs dos dias de semana. Para que ficar olhando o que não existe mais? Jogamos vaga-lumes no ventilador pensando produzir luz. Se não podemos apagar a luz das estrelas, então que pisemos nela com a indiferença de esquecer que elas um dia existiram.
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